Mulher é presa injustamente no lugar da irmã e passa cinco dias na cadeia em Goiás

Thalita Lima dos Santos, de 37 anos, contou que foi presa no lugar da irmã. A Justiça identificou o erro durante uma audiência de custódia.


Por Rota Araguaia em 13/03/2025 às 13:32 hs

Mulher é presa injustamente no lugar da irmã e passa cinco dias na cadeia em Goiás
Reprodução

Redação

A dona de casa Thalita Lima dos Santos, de 37 anos, denunciou que ficou presa injustamente por cinco dias no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. A prisão ocorreu após a polícia cumprir um mandado de prisão expedido no nome dela, mas que, na verdade, deveria ser cumprido contra a irmã de Thalita. A defesa da dona de casa informou que a irmã havia sido presa anteriormente por suspeita de furto de celular e, na ocasião, se apresentou com o nome de Thalita.

"Momentos de terror"

"Eu sou honesta, mulher do lar, vivo só do lar. Eu quero justiça. O que eu passei ali foram momentos de terror", desabafou Thalita.

A prisão aconteceu no dia 6 de março, quando policiais cumpriram o mandado no nome dela. "Cheguei com minha menina da escola e eles já me prenderam. Falaram que tinha um mandado de prisão contra mim. Eu disse que não era eu, mas eles já foram me encostando. Fiquei sem ação, sem chão, na frente da minha filha", relatou.

Erro na identificação

A irmã de Thalita havia sido presa em flagrante pelo furto em setembro do ano passado e, ao ser detida, usou o nome da dona de casa. Durante a audiência de custódia, a verdadeira suspeita foi liberada pela juíza, que considerou o auto de prisão "confuso" e "mal redigido" pela Polícia Militar. No entanto, como ela não cumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça, foi expedido um mandado de prisão preventiva, que acabou sendo cumprido contra a pessoa errada.

O erro foi constatado durante uma nova audiência de custódia. O juiz Leonardo de Camargos Martins analisou as imagens da primeira audiência e verificou que não se tratava da mesma pessoa. Um laudo pericial também confirmou que as digitais coletadas no dia do flagrante não pertenciam a Thalita.

Posicionamentos

A Polícia Militar afirmou que, no momento da prisão da verdadeira suspeita, identificou os envolvidos e encaminhou o caso à Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis. Já a Defensoria Pública do Estado de Goiás, que representou a irmã de Thalita na audiência de custódia, declarou que apenas cumpriu seu papel constitucional e não comentará o caso.

O g1 entrou em contato com a Polícia Civil, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

"Só queria chorar, só queria morrer"

 

Após passar cinco dias presa, Thalita foi libertada, mas afirma que o trauma permanece. "Eu só queria chorar, só queria morrer, só queria sair desesperada. Deus me livre. Só Deus que me conformou", desabafou a dona de casa, que agora busca justiça pelo erro que a levou injustamente para trás das grades.



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